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Vagueava em morta-vida perdido cegamente |
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entre a desilusão e o desespero sob tundras quentes de sóis temperados em enormes furacões furados espalhando terra vermelha e sem vida sobre campos perfumados de sonhos destroçados pela dor que queima blocos de gelo árticos em meio a índios enfurecidos pois roubados em pinturas rupestres encontradas entre fósseis de vidas passadas tomadas e levadas por deuses tão perdidos quanto os ventos que percorrem florestas queimadas por trópicos gelados em tempestades climáticas de terror e agonia arrastando volumes e volumes de água salgada cheia de seres apodrecidos e inominados chocando-se em ondas leves e repetidas sobre praias desertas e esperançosas sob céus vermelhos de sangue de guerras descabidas e improvisadas sobre vidas guerreadas por amor entre pétalas de rosas vermelhas e espinhos de mandacarus floridos percorridos por chamas azuis bruxuleantes refletindo um passado que não se conhece, se inventa, por razões quiméricas de luta para encontrar a verdade do que se quer e do que se precisa entre erros políticos e monetários sobre a falência das instituições não-funcionais criadas para manter a utopia de uma felicidade inexistível em vida (mas talvez em morte) entre estrelas apagadas por fumaças de automóveis levando seres arrogantes aos seus destinos não-escolhidos auto-sofismados de uma capacidade inexistente beirando uma onipotência quase mágica, mas não divina, num conjunto de falácias não-proclamadas escondidas sob postes mijados por lobos domesticados em montes de concreto armado criados para iludir-nos de que não estamos todos perdidos e sufocados numa procissão de fatos aleatórios inventados e valorados por dominantes ilegítimos e injustos (porque seres humanos) trazidos por fatores impensáveis e indescobríveis no oceano turvo da história construída pelo desejo do poder de se encontrar.
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